Brasileirão: Flamengo vence o confronto direto, Vitória derrota o Santos e Vasco vence o clássico

Nesses últimos dias (17, 18 e 19), tivemos a vigésima nona rodada do campeonato brasileiro, com jogos de muitos gols, partidas decisivas e emoção. As lutas por título e rebaixamento cada vez mais ficaram mais abertas.

Flamengo e Vitória foram os grandes vencedores da rodada, os dois conseguiram com suas vitórias abrir o campeonato em suas duas pontas, principalmente na parte de baixo, onde a distância para o primeiro fora da zona (Santos), está no número de vitórias. 

Corinthians 1 x 0 Atlético-MG

O primeiro tempo foi truncado, com muitas faltas e poucas oportunidades claras. Foram 18 infrações nos 47 minutos iniciais, o que impediu o jogo de fluir. O Corinthians manteve amplo domínio da posse de bola, cerca de 74%, especialmente nos minutos iniciais, mas teve dificuldade em transformar esse controle em chances reais de gol.

Quando o Atlético-MG conseguiu equilibrar a partida, o Timão respondeu criando boas jogadas ofensivas. Yuri Alberto e Maycon tiveram as melhores oportunidades pelo lado alvinegro, enquanto Biel comandava as ações ofensivas do Galo, levando perigo em algumas escapadas. Ainda assim, nenhuma das seis finalizações do Corinthians e das três do Atlético-MG acertou o gol adversário. Assim, a primeira etapa terminou sem grandes emoções e com o placar em branco.

Na volta do intervalo, o jogo ganhou outro ritmo. Logo nos primeiros segundos, Yuri Alberto quase abriu o placar de cabeça, obrigando o goleiro a se esticar. A resposta veio em seguida, com Vitor Hugo carimbando o travessão em cabeçada aos dois minutos, mostrando que o Galo também queria jogo.

A partida ficou mais movimentada, e, aos quatro minutos, Maycon recebeu de Garro na direita, cortou para o meio e arriscou de longe. De perna esquerda, o meia acertou um belo chute, indefensável, marcando um golaço e abrindo o placar para o Corinthians.

Mesmo com o gol sofrido, o Atlético tentou reagir. O técnico fez alterações para dar mais fôlego ao ataque, colocando titulares que começaram no banco. No entanto, o Corinthians seguiu controlando o ritmo e administrando a vantagem. O jogo continuou faltoso, com disputas intensas no meio de campo, mas o Timão ainda criou chances para ampliar, chegando a sete finalizações na etapa final.

O Atlético respondeu com cinco tentativas, porém sem a mesma efetividade. O goleiro corintiano teve pouco trabalho, e o placar de 1 a 0 se manteve até o apito final. Com o resultado, o Corinthians garantiu mais três pontos e mostrou solidez defensiva, enquanto o Galo amarga mais uma partida sem vitória, ficando em situação delicada no campeonato.

Cruzeiro 1 x 0 Fortaleza:

O primeiro tempo no Mineirão começou movimentado. Com apenas dois minutos de jogo, Matheus Pereira fez boa jogada e serviu Christian, que invadiu a área e passou para Gabigol. O atacante se esticou, mas não conseguiu completar para o gol. O Fortaleza, atento aos erros na saída de bola do Cruzeiro, passou a pressionar o time da casa. Aos 20 minutos, em jogada construída por Matheus Pereira e Arroyo, Christian recebeu livre dentro da área e abriu o placar para o Leão do Pici.

Pouco depois, Gabigol teve a chance de empatar, mas parou em Brenno, que fez grande defesa. Na sequência, o atacante ainda mandou a bola na rede pelo lado de fora. O Fortaleza respondeu em cobrança de falta de Pochettino, defendida por Léo Aragão. O ritmo da partida caiu nos minutos finais, com poucas jogadas de perigo. Apenas aos 45, Lucas Sasha finalizou forte de dentro da área, obrigando o goleiro cruzeirense a colocar para escanteio.

Na segunda etapa, o Cruzeiro voltou mais agressivo. Logo aos quatro minutos, Arroyo finalizou com força e obrigou Brenno a trabalhar. O Fortaleza respondeu rapidamente: após erro de passe de Lucas Silva no ataque, Herrera recuperou a bola, avançou em velocidade e finalizou rente à trave, levando perigo ao gol de Léo Aragão.

A Raposa insistia. Em nova jogada de Matheus Pereira e Arroyo, a bola sobrou para Lucas Silva, que bateu por cima do gol. O Fortaleza, no entanto, não recuou e começou a dar trabalho à defesa mineira. Aos 24, Kauã Moraes rebateu mal dentro da área, e Lucas Sasha aproveitou a sobra para finalizar com perigo. Pouco depois, Pochettino cobrou escanteio, a bola ficou com Sasha, que tentou uma bicicleta; Léo Aragão fez boa defesa e ainda segurou firme na segunda tentativa.

O goleiro do Cruzeiro voltou a brilhar em seguida, salvando o time após uma cabeçada de Britez. Aos 40 minutos, o camisa 41 da Raposa quase foi encoberto em finalização de Marinho, que assustou o torcedor. No contra-ataque, Wanderson arriscou de fora da área, e Brenno espalmou para escanteio. Nos minutos finais, Lucas ainda tentou de cabeça, mas mandou para fora, encerrando o jogo em 0 a 0.

Um resultado que refletiu o equilíbrio da partida: o Cruzeiro teve mais volume ofensivo, mas parou nas defesas de Brenno; o Fortaleza soube se defender e levar perigo em contra-ataques, garantindo um ponto importante fora de casa.

Flamengo 3 x 2 Palmeiras:

Os primeiros 45 minutos no Maracanã foram dignos de um grande clássico. O Palmeiras começou melhor, controlando as ações e pressionando a defesa rubro-negra em bolas paradas e escanteios. A equipe paulista levava mais perigo nos minutos iniciais, enquanto o Flamengo apostava nos contra-ataques rápidos para tentar surpreender.

E foi justamente em uma dessas jogadas que o placar foi aberto. Em ligação direta de Rossi, Pedro dominou, girou em cima de Fuchs e deixou Arrascaeta livre para finalizar na saída do goleiro, fazendo 1 a 0 para o Flamengo. O gol inflamou a torcida e obrigou o Palmeiras a se lançar ainda mais ao ataque.

O empate não demorou a vir. Com Léo Ortiz fora de campo por lesão, o time paulista aproveitou o momento de desorganização da defesa adversária. Khellven fez belo cruzamento na medida e Vitor Roque subiu alto para cabecear e empatar o jogo. O Palmeiras cresceu na partida, mas dois erros individuais mudaram completamente o rumo do confronto.

Primeiro, Fuchs cometeu pênalti em Pedro, que Jorginho converteu com categoria, recolocando o Flamengo na frente. Poucos minutos depois, Aníbal Moreno perdeu a bola na defesa, e Pedro, esperto, recuperou, arrancou sozinho e marcou o terceiro, ampliando a vantagem rubro-negra ainda no primeiro tempo.

Na segunda etapa, o Flamengo adotou postura mais cautelosa, controlando o ritmo e explorando os espaços deixados pelo adversário. O Palmeiras tentou reagir logo no início, quando Vitor Roque acertou o travessão em belo chute de fora da área, mas o time de Filipe Luís teve dificuldades para criar chances claras depois disso.

O jogo ficou mais truncado, com muitas disputas no meio-campo. Carrascal, um dos melhores em campo, quase marcou o quarto em jogada individual, após saída errada de Carlos Miguel, mas a bola passou por cima.

Nos acréscimos, o Palmeiras ainda conseguiu diminuir. Facundo Torres arriscou de fora da área, Rossi espalmou e, no rebote, Gustavo Gómez mandou para o fundo do gol, fechando o placar.

Mesmo com o susto final, o Flamengo confirmou a vitória por 3 a 2 em um jogo intenso e cheio de alternâncias, mantendo-se firme na briga pelas primeiras posições do campeonato.

Mirassol 3 x 0 São Paulo

O Mirassol começou o jogo em ritmo avassalador e dominou completamente os 50 minutos iniciais. Logo aos 35 segundos de partida, no que se tornou o gol mais rápido deste Brasileirão, Reinaldo cruzou na área, a zaga do São Paulo falhou na interceptação e Alesson apareceu de cabeça para abrir o placar para os donos da casa.

Embalado pelo gol precoce, o Mirassol seguiu pressionando com intensidade e organização tática. O time criou duas grandes oportunidades dentro da área, mas parou em boas defesas do goleiro Rafael, que evitou um prejuízo maior ainda no primeiro tempo. Contudo, a insistência do Leão foi premiada. Aos 30 minutos, Alan Franco se enroscou com Carlos Eduardo dentro da área e o segurou pelo calção. Após revisão do VAR, o árbitro marcou o pênalti, convertido por Reinaldo com tranquilidade, ampliando o marcador para 2 a 0.

O São Paulo, desorganizado e com dificuldades na criação, teve apenas duas boas chances em cabeçadas de Lucas, ambas defendidas pelo goleiro Walter. Assim, a primeira etapa terminou com o Mirassol em vantagem e controlando totalmente as ações.

Na segunda etapa, as equipes voltaram sem alterações, mas o ritmo caiu bastante. O São Paulo até tentava reagir, mas esbarrava em muitos erros de passe e na boa marcação adversária. O Mirassol, por sua vez, reduziu a intensidade, mas manteve o controle da partida e esperava o momento certo para ampliar.

Aos 28 minutos, em cobrança de falta levantada na área, Lucas tentou cortar de cabeça, mas acabou tocando com a mão na bola. O árbitro foi chamado pelo VAR e confirmou a penalidade. Na cobrança, Carlos Eduardo bateu firme e fez o terceiro gol do Mirassol, consolidando a superioridade dos mandantes.

Nos minutos finais, mesmo após as substituições, o São Paulo não conseguiu reagir, enquanto o Mirassol ainda teve a chance de transformar a vitória em goleada. Renato Marques recebeu cruzamento na área e obrigou Rafael a fazer mais uma linda defesa, evitando o quarto gol.

Com a vitória por 3 a 0, o Mirassol conquistou um resultado histórico sobre o São Paulo, mostrando força e organização, enquanto o Tricolor deixou o campo sem conseguir se impor, sendo dominado do início ao fim.

Bahia 4 x 0 Grêmio

O início da partida condicionou ela totalmente, logo com poucos minutos, o Bahia já ia para cima e conseguia seu gol, em arrancada de Ademir, o ponta consegue achar Iago dentro da área, que finaliza com a perna ruim e marca para os donos da casa, pouco tempo depois, o tricolor de aço já chegava ao segundo gol, Michel Araújo tentava entrar na área e foi desarmado, mas na sobra, William José acerta um Míssil de fora da área e marca um golaço para os Baianos.

A partir dali o Grêmio até tentava se colocar mais a frente, mas não conseguia levar perigo, e ficou ainda mais difícil depois da lesão de Marcos Rocha. O Bahia dominava o jogo por completo, criando muitas oportunidades, mas parando em alguns momentos na defesa, outros em Gabriel Grando, aos 39 minutos, Carlos Vinícius precisou salvar em cima da linha para não virar goleada já na primeira etapa.

Para o segundo tempo as coisas não mudaram muito, os donos da casa continuaram finalizando mais e levando mais perigo em seus ataques, aos 51 minutos, o Bahia teve uma oportunidade claríssima de fazer o terceiro, mas na hora da finalização, Camilo se jogou na bola e salvou, aos 57, depois de escanteio, William José ergueu na área e David Duarte cabeceia no contra pé de Grando para ampliar a vantagem na Fonte Nova.

O time de Rogério Ceni se manteve em cima, e quase ampliou novamente poucos minutos depois, mas Grando salvou, aos 69, Amuzu teve oportunidade de finalizar de fora da área, mas mandou fraquinho pela linha de fundo, aos 75, Grando precisou salvar mais uma vez em cabeçada de Ramos Mingo, já nos acréscimos, os mandantes se mantinham no ataque, e em trabalhada de Kannemann e Grando, Nestor aproveita a bobeira e marca o quarto gol.

Juventude 1 x 0 Bragantino

O confronto em Caxias do Sul começou com mais transpiração do que inspiração. As duas equipes demonstravam vontade, mas esbarravam na falta de precisão nos passes e na pouca criatividade ofensiva. O Juventude, jogando em casa, foi quem mais se arriscou no ataque. Rafael Bilu tentou de fora da área, mas mandou para fora, enquanto Taliari finalizou fraco, facilitando a defesa de Cleiton.

O Bragantino, por sua vez, não conseguiu oferecer perigo real ao goleiro Ruan Carneiro durante boa parte da primeira etapa, mostrando dificuldade em sair da marcação alta do time gaúcho. O jogo seguia morno até os minutos finais do primeiro tempo, quando o Juventude abriu o placar na base da insistência.

Aos 42 minutos, Igor Formiga fez bela jogada pela direita e cruzou na medida para Peixoto, que se infiltrou entre os zagueiros e testou firme de cabeça, marcando seu primeiro gol com a camisa alviverde e colocando o Juventude em vantagem no Alfredo Jaconi: 1 a 0.

O segundo tempo começou com susto para o Bragantino. Logo nos primeiros minutos, o zagueiro Alix Vinícius tentou recuar para o goleiro Cleiton, mas o passe saiu torto. O camisa 1 precisou correr para evitar o gol contra, conseguiu dominar a bola, mas, ao tentar sair jogando, foi derrubado por um carrinho forte de Gilberto. A jogada quase resultou em desastre, mas terminou apenas em advertência, com alívio para o time paulista.

Apesar das mudanças feitas por Fernando Seabra, o Bragantino continuou sem conseguir furar a sólida defesa gaúcha. O Juventude, bem postado, apostava nos contra-ataques e teve chances de ampliar, mas pecou na pontaria nas finalizações.

Nos minutos finais, o time visitante tentou aumentar a pressão, mas sem sucesso. Ruan Carneiro praticamente não foi exigido, e o Juventude manteve o controle até o apito final.

Com a vitória por 1 a 0, os donos da casa conquistaram três pontos importantes diante de sua torcida, mostrando força defensiva e eficiência ofensiva, enquanto o Bragantino voltou a demonstrar dificuldade de criação longe de Bragança Paulista.

Vasco 2 x 0 Fluminense

O Vasco mostrou maturidade e eficiência no clássico contra o Fluminense, vencendo por 2 a 0 nesta segunda-feira (20), pela 29ª rodada do Brasileirão. Em uma atuação segura no Maracanã, o time cruzmaltino contou novamente com o brilho do garoto Rayan, que abriu o placar ainda no primeiro tempo, e com Nuno Moreira, que confirmou o triunfo logo no início da segunda etapa.

O jogo começou com domínio tricolor. O Fluminense trocava passes com facilidade e parecia próximo de abrir o marcador. Logo aos 10 minutos, Barros errou na saída de bola e entregou para Germán Cano, que finalizou com força, mas Léo Jardim fez uma defesa espetacular, arrancando aplausos das arquibancadas. O lance manteve o Flu em cima, controlando a posse e ocupando o campo ofensivo, enquanto o Vasco se defendia e aguardava o momento certo para reagir.

Esse momento veio aos 38 minutos. Rayan, a joia de São Januário, recebeu passe de Paulo Henrique e, de fora da área, arriscou o chute. A bola desviou em Freytes e enganou o goleiro Fábio, morrendo no fundo da rede. O gol mudou completamente o cenário da partida: o Vasco cresceu em confiança, passou a controlar o meio de campo e empurrou o Fluminense para o seu próprio campo. O primeiro tempo terminou com ânimos exaltados após um desentendimento entre Rayan e Canobbio, mas o recado do garoto já estava dado, ele não se intimida em clássicos.

Na volta do intervalo, o Vasco manteve a postura ofensiva. Logo nos primeiros minutos, Rayan voltou a arriscar de fora da área, exigindo boa defesa de Fábio. Na sequência, após uma confusão dentro da área e rebotes consecutivos, Nuno Moreira aproveitou a sobra e empurrou para o gol, ampliando a vantagem cruzmaltina.

Com o 2 a 0 no placar, o Vasco passou a administrar a partida com tranquilidade. O Fluminense, abatido, não conseguiu reagir nem com as entradas de John Kennedy e Keno, esbarrando em uma defesa bem postada e em um adversário mais organizado. Aos 27 minutos, a torcida vascaína já comemorava com a tradicional “Ola” nas arquibancadas, celebrando a atuação dominante do time.

Rayan, exausto, deixou o campo aplaudido de pé, e até carregado de maca, sob gritos de “é craque!” vindos das arquibancadas. No apito final, o Vasco ainda parecia mais próximo do terceiro gol do que o Fluminense de uma reação.

Foi uma vitória com autoridade, símbolo de um time que reencontra seu equilíbrio sob o comando de Fernando Diniz e de um jovem talento que, com apenas 19 anos, já se impõe como protagonista nos grandes palcos do futebol brasileiro.

Santos 0 x 1 Vitória

A noite fria na Vila Belmiro foi de frustração e protestos. O Santos começou o primeiro tempo mostrando volume e tentando se impor diante do Vitória, mas pecou na finalização e viu o adversário ser mais eficiente. Logo nos minutos iniciais, Lautaro Díaz foi empurrado por Edu dentro da área, e o árbitro Rafael Rodrigo Klein marcou pênalti para o Peixe. A esperança de um bom início, porém, durou pouco: após revisão do VAR, a penalidade foi anulada.

O Vitória respondeu aos 10 minutos, quando Cantalapiedra cruzou para Lucas Halter, mas o zagueiro não alcançou a bola diante da saída firme do goleiro Gabriel Brazão. No lance seguinte, Igor Vinícius avançou com perigo pela direita e cruzou para Guilherme, que finalizou rasteiro, porém fraco, facilitando a defesa de Lucas Arcanjo.

O Santos tentava pressionar, com boa movimentação de Rollheiser e Zé Rafael, que chegou a arriscar de fora da área, mandando por cima. O Vitória, compacto na marcação, apostava nas bolas aéreas e em contra-ataques. Aos 24 minutos, Renzo López cabeceou com perigo após cruzamento, mas a bola saiu pela linha de fundo. O primeiro tempo terminou sem gols, com o Santos tendo mais posse, mas pouca efetividade.

Na segunda etapa, o jogo mudou de panorama. O Vitória passou a adiantar suas linhas e pressionar o Peixe, aproveitando os erros na saída de bola da equipe da casa. Matheuzinho e Baralhas começaram a aparecer com mais liberdade, e a insistência dos visitantes foi premiada.

Aos 15 minutos, Gabriel Brazão saiu mal do gol e atingiu Renzo López dentro da área. O árbitro não hesitou em marcar o pênalti. Matheuzinho cobrou com categoria, deslocando o goleiro e abrindo o placar para o Vitória: 1 a 0.

O Santos sentiu o golpe e passou a demonstrar nervosismo. O time de Vojvoda tentava reagir, mas acumulava erros simples e passes imprecisos, irritando o torcedor, que via o adversário valorizar o tempo e esfriar o jogo. As arquibancadas ecoavam protestos, e a impaciência aumentava a cada minuto.

Mesmo assim, o Peixe teve chances de empatar. Guilherme quase marcou de cabeça após cruzamento de Igor Vinícius, e Rollheiser obrigou Lucas Arcanjo a fazer grande defesa em chute de fora da área. Nos acréscimos, Escobar e Willian Arão também tentaram, mas o goleiro rubro-negro voltou a brilhar, garantindo a vitória visitante.

Nos minutos finais, o Vitória ainda quase ampliou em contra-ataque puxado por Cáceres, mas Brazão se redimiu do erro anterior e evitou o segundo gol ao parar Baralhas.

Nem mesmo a entrada de Robinho Jr., pedida aos gritos pela torcida, conseguiu mudar o cenário. O Santos terminou a partida vaiado, vendo novamente a sombra do rebaixamento pairar sobre a Vila Belmiro, que, em menos de uma semana, passou de alçapão a palco da festa adversária.

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