Brasileirão: Líderes tropeçam, Grêmio mostra bom futebol, Galo se distância do Z4 e Vasco se mantém em franca recuperação

No último final de semana(25,26), ocorreu a trigésima rodada do campeonato brasileiro. onde apenas o Mirassol do G4 conseguiu vencer, na parte de baixo da tabela, apenas o Atlético Mineiro venceu e clubes do meio da tabela, como Vasco e Grêmio conseguem vitórias convincentes.

Os grandes vencedores da rodada foram Mirassol e Atlético Mineiro, o time do interior paulista foi o único time dos 7 primeiros colocados a vencer, se estabilizou no G4 e já corre na cola do Cruzeiro para tentar melhorar ainda mais na tabela, por outro lado, o galo, mesmo não fazendo um grande jogo, conseguiu vencer e aproveitou os tropeços dos adversário diretos para se distanciar do Z4.

Vitória 0 x 1 Corinthians

O primeiro tempo no Barradão foi de pouca inspiração e muita disputa no meio de campo. O Corinthians enfrentou sérias dificuldades para criar jogadas ofensivas, encontrando um Vitória bem posicionado defensivamente e atento nas transições. O Rubro-Negro baiano chegou com mais intensidade ao ataque, apostando na velocidade pelos lados, mas não conseguiu transformar as escapadas em finalizações perigosas contra o goleiro Felipe Longo.

A emoção só apareceu nos minutos finais. Aos 41, Matheus Bidu recebeu livre na área e finalizou forte, mas Thiago Couto, substituto de Lucas Arcanjo, fez grande defesa, evitando o gol corintiano. Pouco depois, Yuri Alberto teve a melhor chance do primeiro tempo: após passe de Breno Bidon, driblou o goleiro, mas, com o gol aberto, mandou para fora. O lance acabou invalidado por impedimento, e a etapa inicial terminou sem gols, refletindo o equilíbrio e a falta de criatividade das equipes.

O segundo tempo começou quente. Logo nos primeiros minutos, a partida ganhou em intensidade e também em cartões: foram quatro amarelos distribuídos em menos de cinco minutos. Com o clima tenso controlado, o jogo ficou mais aberto. Aos seis minutos, Garro cobrou falta com perigo, tirando tinta da trave de Thiago Couto. Na sequência, Cantalapiedra respondeu pelo Vitória, obrigando Felipe Longo a fazer boa defesa.

Depois dessa sequência de lances, o confronto voltou a ficar truncado, com muitas faltas e discussões. Wilton Pereira Sampaio distribuiu mais cartões e, aos 34 minutos, expulsou Breno Bidon após o segundo amarelo, deixando o Corinthians com um a menos em campo.

Mesmo em desvantagem numérica, o Timão mostrou poder de reação. Aos 42 minutos, após confusão na área em cobrança de bola parada, Charles aproveitou a sobra e cabeceou firme para o fundo do gol, abrindo o placar e calando o Barradão.

O Vitória ainda tentou o empate nos minutos finais. Cantalapiedra teve a melhor chance, cabeceando sozinho dentro da área, mas Felipe Longo fez defesa milagrosa com os pés, garantindo a vitória corintiana por 1 a 0.

Com o resultado, o Corinthians conquista três pontos fundamentais e segue vivo na briga por uma vaga na Libertadores de 2026, enquanto o Vitória lamenta a oportunidade perdida diante de sua torcida.

Atlético Mineiro 1 x 0 Ceará

O torcedor do Galo mal teve tempo de se acomodar no estádio antes de soltar o primeiro grito de gol. Com apenas 23 segundos de jogo, o Atlético-MG abriu o placar e marcou o gol mais rápido desta edição do Campeonato Brasileiro. A jogada começou com uma recuperação de bola logo na saída adversária. Gustavo Scarpa lançou com precisão para Dudu, que avançou em velocidade pela direita e rolou para Alan Franco finalizar com categoria no canto esquerdo de Bruno Ferreira.

Após o início fulminante, o Atlético diminuiu o ritmo e passou a controlar o jogo com segurança defensiva. O Ceará, por sua vez, tentou reagir, mas esbarrava na boa marcação da linha de três defensores atleticanos, que impedia as infiltrações e cortava as bolas aéreas. A primeira grande chance dos visitantes surgiu apenas aos 28 minutos, quando Vina levantou para Pedro Raul, que dominou e finalizou cara a cara com Éverson, o goleiro saiu bem e evitou o empate.

Empolgado com a jogada, o Ceará passou a pressionar mais. Aos 34 minutos, Fernandinho avançou pela esquerda e tocou para Vina, que finalizou com força, mas mandou por cima do gol. Mesmo sem marcar, o time cearense terminou o primeiro tempo em cima, demonstrando volume ofensivo e buscando o empate.

A etapa final começou com o Ceará mantendo o ímpeto ofensivo. Antes dos 10 minutos, o Vovô já havia finalizado três vezes, uma delas com muito perigo em desvio contra de Júnior Alonso que quase enganou Éverson. A pressão inicial fez o Atlético recuar, mas o Galo conseguiu equilibrar o jogo a partir dos 15 minutos, retomando a posse de bola e administrando o ritmo.

Bernard, que entrou no lugar de Dudu, arriscou de fora da área aos 24 minutos e obrigou o goleiro Bruno Ferreira a fazer boa defesa, espalmando para escanteio. O Ceará respondeu pouco depois, aos 29, em cruzamento perigoso que encontrou Pedro Raul livre. O centroavante finalizou de primeira, de perna esquerda, e viu a bola passar raspando a trave de Éverson.

Nos minutos finais, o time alvinegro mineiro precisou contar com o brilho de seu goleiro. Aos 38, Vina acertou um belo chute de primeira após cruzamento da direita, mas Éverson fez defesa espetacular no reflexo, salvando o Atlético do empate.

Com uma atuação sólida na defesa e eficiência no início do jogo, o Atlético-MG venceu por 1 a 0 e garantiu três pontos importantes. O Galo mostrou maturidade para suportar a pressão e soube administrar a vantagem até o apito final, enquanto o Ceará lamenta as chances desperdiçadas que poderiam ter mudado a história da partida.

Fluminense 1 x 0 Internacional

O início de jogo no Maracanã foi intenso e cheio de emoções. Logo no primeiro minuto, o Fluminense quase abriu o placar com John Kennedy, que recebeu cruzamento preciso de Agustín Canobbio pela direita e finalizou de primeira, mas parou em grande defesa de Ivan. No lance seguinte, Kevin Serna também teve ótima oportunidade dentro da pequena área, mas o goleiro colorado voltou a brilhar, salvando novamente o Internacional.

Após o susto inicial, o jogo ficou mais equilibrado, com as duas equipes alternando a posse de bola e tentando se ajustar taticamente. Mesmo assim, o Tricolor carioca seguiu mais perigoso. Aos 27 minutos, John Kennedy apareceu duas vezes bem posicionado, mas foi novamente parado por Ivan, que fazia partida impecável. Pouco depois, aos 32, Lucho Acosta quase marcou um golaço ao acertar a trave em belo chute de fora da área.

O Internacional respondeu apenas aos 33 minutos, em rápido contra-ataque puxado por Alan Patrick, que tocou para Bruno Henrique finalizar, a bola desviou na defesa e sobrou para Vitinho, livre dentro da área, mas o atacante desperdiçou, mandando à esquerda do gol. Assim, o primeiro tempo terminou com domínio do Fluminense e brilho do goleiro colorado.

Na volta do intervalo, o panorama se manteve: o Fluminense pressionava e buscava o gol com intensidade. A recompensa veio aos 15 minutos, quando Samuel Xavier invadiu a área pela direita e, com a perna esquerda, bateu cruzado no cantinho, sem chances para Ivan, 1 a 0 para o Tricolor e explosão da torcida no Maracanã.

Com o placar em desvantagem, o Internacional tentou reagir. O time gaúcho avançou suas linhas, mas encontrou uma defesa bem postada e organizada, que fechava os espaços e controlava o ritmo da partida. O Fluminense ainda teve chances de ampliar: já na reta final, Lima fez bela jogada pela esquerda e cruzou para Germán Cano, que se esticou todo, mas não conseguiu alcançar a bola.

O apito final confirmou a vitória do Fluminense por 1 a 0, em jogo de destaque para Samuel Xavier e para o goleiro Ivan, que evitou um placar mais elástico. O Tricolor mostrou intensidade e controle durante os 90 minutos, enquanto o Internacional pecou nas finalizações e voltou para casa sem pontuar.

Sport 1 x 2 Mirassol

Na Ilha do Retiro, Sport e Mirassol fizeram um duelo equilibrado, apesar das campanhas opostas no Campeonato Brasileiro. Enquanto o time paulista segue firme na briga pelo G-4, os pernambucanos lutam para escapar do Z-4. O primeiro tempo foi bastante disputado, com o Mirassol tendo mais controle da posse de bola e organização ofensiva, mas com o Sport mostrando disposição e criando boas oportunidades no ataque.

Aos 22 minutos, o cenário parecia se complicar para o Leão. Em dividida com Neto Moura, Matheusinho acertou o rosto do adversário e foi expulso, deixando o Sport com um jogador a menos. O Mirassol aproveitou a superioridade numérica rapidamente: cinco minutos depois, Negueba recebeu pela direita e finalizou com precisão, abrindo o placar para os visitantes.

Mesmo em desvantagem, o Sport não se entregou. A equipe manteve a compactação e respondeu com intensidade. Aos 37 minutos, Derik Lacerda subiu mais alto que a defesa e acertou cabeçada perfeita no ângulo esquerdo de Walter, empatando o jogo e inflamando a torcida rubro-negra. O primeiro tempo terminou com emoção e equilíbrio, apesar da expulsão.

Na volta do intervalo, o Mirassol mostrou por que é uma das sensações do campeonato. Logo a um minuto de jogo, Guilherme Marques aproveitou sobra na entrada da área e chutou firme, recolocando o time paulista em vantagem: 2 a 1. Com um homem a mais, a equipe passou a dominar o jogo e ditar o ritmo da partida.

O Sport, desgastado, ainda tentou reagir, mas o Mirassol se mostrou maduro e controlou as ações. Alternando momentos de pressão e posse de bola segura, o time visitante criou diversas chances para ampliar, mas parou nas boas defesas de Gabriel e em alguns erros de finalização.

Nos minutos finais, o Leão já demonstrava cansaço, enquanto o Mirassol administrava o resultado com tranquilidade. O placar de 2 a 1 persistiu até o apito final, garantindo mais uma vitória importante para o time do interior paulista.

Fortaleza 1 x 0 Flamengo

Em uma noite de superação e entrega na Arena Castelão, o Fortaleza venceu o poderoso Flamengo por 1 a 0, em duelo válido pela 30ª rodada do Brasileirão. O resultado, que parecia improvável antes da bola rolar, reacendeu a esperança do Laion na luta contra o rebaixamento. Com atuação intensa e coletiva, o time cearense mostrou garra e disciplina tática para superar o vice-líder da competição.

O início foi fulminante. Mesmo diante de um Flamengo que controlava a posse de bola, o Fortaleza mostrava mais objetividade e coragem. Logo aos 12 minutos, após boa troca de passes, Breno Lopes acertou um chute cruzado preciso, no cantinho de Rossi, abrindo o placar com estilo, um gol de atacante decisivo, que mostrou frieza e precisão.

Antes disso, Bareiro já havia assustado o goleiro rubro-negro ao tentar encobrir Rossi, mas Ayrton Lucas salvou em cima da linha. O gol deu confiança ao time de Palermo, que se manteve compacto, organizado e vibrante na marcação.

O setor defensivo tricolor, com Lucas Sasha e Pierre em destaque, anulou Arrascaeta e travou as principais conexões ofensivas do Flamengo. A dupla somou sete desarmes só na primeira etapa, símbolo de uma entrega que contagiava o time. Na frente, Breno Lopes seguia como válvula de escape, puxando contra-ataques perigosos, chegou até a marcar o segundo, mas o lance foi anulado por impedimento.

O primeiro tempo terminou com o Fortaleza eficiente e confiante, diante de um Flamengo sem espaço e visivelmente desconfortável em campo.

Na etapa final, o roteiro mudou. O Flamengo partiu para o ataque com tudo, dominando a posse e pressionando a defesa cearense. Saúl Salcedo e Brenno foram decisivos para evitar o empate: o goleiro fez defesas importantes, especialmente em finalizações de Arrascaeta e Bruno Henrique, que exigiram reflexos rápidos.

Percebendo o desgaste da equipe, Palermo mexeu com inteligência. Lançou Rodrigo, Pikachu, Rossetto e Kayke, reforçando a marcação e transformando o Fortaleza em um verdadeiro ferrolho defensivo. O time se posicionou no 4-5-1, com Kayke isolado no ataque e os demais recuados para segurar o ímpeto rubro-negro.

Os minutos finais foram de pura tensão. O Flamengo cercava, pressionava, cruzava, mas o Fortaleza se mantinha firme, rebatendo todas as bolas e vibrando a cada desarme. Quando o árbitro apitou o fim do jogo, o Castelão explodiu em alívio e emoção, três pontos gigantes na luta contra a queda.

Com o triunfo, o Fortaleza ganha fôlego e esperança para seguir na batalha pela permanência. O time agora seca o Santos, próximo adversário e rival direto na briga contra o rebaixamento, comandado justamente por Vojvoda, ex-treinador do Leão.

A vitória sobre o Flamengo é mais do que um resultado: é um símbolo de resistência, fé e entrega. O caminho ainda é árduo, mas o Laion mostrou que está vivo, e que, no Castelão, a chama da reação segue acesa.

São Paulo 2 x 0 Bahia

O São Paulo voltou a sorrir no MorumBis. Em tarde inspirada de Luciano, o Tricolor venceu o Bahia por 2 a 0 neste sábado (25) e encerrou uma sequência de três derrotas consecutivas. O atacante foi o grande nome da partida: marcou seu centésimo gol com a camisa do clube e ainda deu uma assistência de letra para Bobadilla fechar o placar com categoria.

O duelo marcou também o reencontro com Rogério Ceni, hoje técnico do Bahia, mas que viu seu time ser amplamente dominado. O resultado alivia a pressão sobre Hernán Crespo, que volta a respirar no comando são-paulino, e recoloca o time na briga pela pré-Libertadores, chegando aos 41 pontos e assumindo, ainda que momentaneamente, a oitava colocação. Já o Bahia estaciona nos 49 pontos, permanecendo em quinto e desperdiçando a chance de encostar no G-4.

Empurrado por mais de 15 mil torcedores, o São Paulo começou o jogo impondo ritmo e dominando as ações. Logo aos seis minutos, Luciano tabelou com Maik, invadiu a área e bateu firme no canto de Ronaldo, abrindo o placar com o gol histórico que o coloca entre os grandes artilheiros recentes do clube.

O Bahia tentou reagir e teve a melhor chance com Jean Lucas, que ficou cara a cara com Rafael, mas mandou por cima. O desperdício custou caro: aos 40 minutos, Luciano mostrou novamente seu talento ao dar um toque de letra magistral dentro da área. A bola encontrou Bobadilla, que finalizou de primeira, marcando um golaço coletivo e ampliando para 2 a 0.

O MorumBis explodiu em aplausos, e o nome de Luciano ecoou pelas arquibancadas. O Tricolor controlava o jogo com intensidade e criatividade, enquanto o Bahia se mostrava sem respostas diante da superioridade paulista.

Na etapa final, o São Paulo diminuiu o ritmo, mas manteve o controle absoluto da partida. O Bahia, abatido e com problemas físicos, pouco ameaçou. Rafael praticamente não foi exigido, e o Tricolor ainda teve oportunidades para transformar o triunfo em goleada, com Lucas Moura e Maílton parando em boas defesas de Ronaldo.

No apito final, o clima era de festa e alívio. O São Paulo venceu com autoridade, convenceu dentro de casa e viu seu principal ídolo recente viver uma tarde marcante. Ovacionado, Luciano saiu aplaudido de pé, coroando uma atuação que simboliza a retomada de confiança do time e reacende o sonho de Libertadores no MorumBis.

Grêmio 3 x 1 Juventude

Grande parte da primeira etapa foi de poucas chances claras, o Grêmio tentava propor o jogo, mas o Juventude parava os lances, em bons lances de seus defensores ou em faltas, onde o time de Caxias tomou 4 cartões amarelos só na primeira etapa. Com 30 minutos o Grêmio veio avançando pela esquerda, Carlos Vinícius ganha no corpo e cruza, Alysson tenta finalizar mas sofre o toque e é marcado pênalti, o camisa 95 bate e marca para o tricolor.

Poucos momentos depois, Marlon fez boa cobrança de falta, e Jandrei fez uma defesa segura, aos 41, Alysson veio arrancando da direita cortando para dentro, finaliza da entrada da área, mas manda no meio e o goleiro defende.

No início da segunda etapa, não demorou muito para o Grêmio ampliar o placar, aos 48, Amuzu acha lindo passe para Carlos Vinícius entrando na área, ele manda no canto do goleiro e aumenta a vantagem, minutos depois, o mesmo finaliza uma bola de frente dentro da área, mas manda para fora. O Juventude só teve sua primeira chance aos 55, em bola levantada na área, Taliari cabeceia e a bola passa perto da trave de Volpi, pouco depois, Giovanny finaliza e exige grande defesa do goleiro gremista.

Aos 57, Amuzu finaliza da entrada da área depois de lindo contra ataque, mas isola, dez minutos depois, Alysson faz linda arrancada, acha Carlos Vinícius sozinho, apenas para finalizar cruzado e marcar seu terceiro gol na partida, consolidando a vitória tricolor.

A partir dai, o jogo começou a ficar mais calmo, ajudou para isso a expulsão de Marcos Paulo, aos 70 minutos de jogo. O Grêmio se mantinha criando, mas sem conseguir concluir bem. Aos 79, em erro de passe de Pavón, o Juventude puxa contra ataque, Igor Formiga fica sozinho dentro da área, que finaliza, a bola desvia em Noriega, deixando impossível para a defesa de Volpi, assim, diminuindo para o time de caxias.

Já nos acréscimos, Aravena teve duas boas chances de finalizar, na primeira parou em Jandrei, no rebote desta, mandou por cima da meta. Assim a partida é finalizada com vitória do time de Mano Menezes que se estabiliza na tabela.

Botafogo 2 x 2 Santos

O duelo entre Botafogo e Santos, neste domingo (26), no Nilton Santos, foi intenso e cheio de reviravoltas. Logo aos 22 segundos de jogo, o time carioca abriu o placar com Joaquín Correa, marcando o gol mais rápido do Campeonato Brasileiro 2025. O argentino recebeu ótimo passe de Jeffinho e tocou no canto de Gabriel Brazão, frustrando o plano do técnico Juan Pablo Vojvoda, que havia armado o Peixe com três zagueiros para reforçar o sistema defensivo.

Apesar do baque inicial, o Santos reagiu bem. Com os alas Igor Vinicius e Souza avançando com liberdade, o time passou a pressionar e chegou ao empate aos 18 minutos: Igor cruzou, a bola desviou na defesa e sobrou para Souza, que dividiu com o zagueiro Newton; a bola explodiu no ala santista e entrou, 1 a 1.

O jogo seguiu equilibrado até os 39 minutos, quando a dupla Jeffinho e Correa voltou a brilhar. Em bela tabela pela esquerda, Correa finalizou com pouco ângulo e acertou um chute cruzado preciso, recolocando o Botafogo na frente.

No intervalo, Vojvoda desfez o esquema com três zagueiros e lançou Guilherme no lugar de Alexis Duarte, deixando o Santos mais ofensivo. O time melhorou no ataque, mas seguia vulnerável atrás. O goleiro Gabriel Brazão teve papel decisivo, evitando o terceiro gol com duas defesas difíceis em chutes de Correa e Tchê Tchê.

Aos 25 minutos, veio o empate definitivo. Após grande jogada de Souza pela esquerda, o ala foi atropelado por Vitinho dentro da área. Barreal cobrou o pênalti com categoria e deixou tudo igual: 2 a 2.

Nos minutos finais, as duas equipes buscaram a vitória. O Botafogo insistia nos cruzamentos, enquanto o Santos explorava os contra-ataques, mas o placar não se alterou.

Bragantino 0 x 3 Vasco

O Vasco começou melhor e logo aos seis minutos criou a primeira chance de perigo. Nuno Moreira cruzou na medida, e Vegetti cabeceou para fora, levando perigo ao gol de Cleiton. O Bragantino respondeu em chute de fora da área de Jhon Jhon, que parou em Léo Jardim.

Aos 27 minutos, o esforço vascaíno foi recompensado. Lucas Piton levantou na área, Vegetti desviou de cabeça e viu o goleiro Cleiton se esticar para tentar evitar o gol. Após revisão do VAR, a arbitragem confirmou que a bola ultrapassou completamente a linha: 1 a 0 para o Gigante da Colina.

No segundo tempo, o Bragantino voltou mais ofensivo e quase empatou aos oito minutos, quando Eduardo Sacha bateu da entrada da área, mas mandou para fora. A resposta vascaína veio em grande estilo: aos 23, Paulo Henrique chutou cruzado, Cleiton espalmou, e Vegetti, sempre bem posicionado, aproveitou o rebote para ampliar, 2 a 0 Vasco.

O time carioca manteve o controle e explorou os contra-ataques com inteligência. Aos 43 minutos, Andrés Gómez puxou em velocidade pela direita, chegou à linha de fundo e cruzou rasteiro. GB, que havia acabado de entrar, finalizou de primeira e deu números finais ao placar: 3 a 0.

Palmeiras 0 x 0 Cruzeiro

O jogo começou em ritmo acelerado e com muita intensidade. Aos dois minutos, Andreas Pereira arriscou de longe e assustou Carlos Miguel, mas a bola desviou e saiu. O Cruzeiro respondeu com disposição física e forte marcação, transformando os primeiros minutos em uma verdadeira batalha no meio-campo.

Aos 15, o primeiro lance polêmico: Gustavo Gómez acertou a bola e, em seguida, o rosto de Wanverson, que precisou ser substituído. Após revisão do VAR, o zagueiro palmeirense recebeu cartão amarelo. O jogo seguiu truncado, com o Cruzeiro abusando das faltas para travar as jogadas e o Palmeiras encontrando dificuldade para criar.

Até os 36 minutos, já eram cinco cartões aplicados. Na melhor chance, Arroyo cobrou falta no canto esquerdo e Carlos Miguel fez bela defesa. Aos 44, Vitor Roque caiu cercado por três adversários pedindo falta, não marcada, e, pouco depois, o preparador físico Magu foi expulso por reclamação. O primeiro tempo terminou quente e sem gols.

Na volta do intervalo, Abel Ferreira tentou mudar o panorama, tirando Felipe Anderson para a entrada de Sosa. Logo no primeiro lance, os palmeirenses pediram pênalti por toque de mão de Villalba, mas o árbitro mandou seguir.

O Cruzeiro, por sua vez, criou boa chance aos 10 minutos, quando Arroyo bateu forte dentro da área e Carlos Miguel defendeu mais uma. O Palmeiras respondeu com um gol anulado aos 14: após cruzamento, Flaco López cabeceou, Cássio soltou e Sosa empurrou para as redes, mas o árbitro assinalou falta do atacante em Fabrício Bruno.

Aos 26, Bruno Rodrigues deixou Mauricio em boa posição, mas o meia chutou por cima. Três minutos depois, Allan puxou contra-ataque e sofreu falta dura de Fabrício Bruno, que já tinha amarelo e acabou expulso. Com um a mais, o Palmeiras se lançou ao ataque e teve chances com Andreas Pereira, Sosa e Raphael Veiga, que, aos 40, obrigou Cássio a boa defesa.

Nos acréscimos, o goleiro palmeirense ainda precisou intervir em chute de Arroyo, enquanto a partida ficou paralisada por alguns minutos após Cássio ser atingido por uma garrafa vinda das arquibancadas. No fim, o placar permaneceu 0 a 0, refletindo o equilíbrio e a falta de precisão de ambos.

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